Vila da Macia, Mozambique
Centro de Reabilitação Nutricional para crianças com subnutrição dos 0-3 anos de idade

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

 
Saúde, Alimentação, Afecto vs HIV-SIDA, FOME, MISÉRIA

 *150 milhões de pessoas africanas não tem qualquer tipo de acesso a quantidade mínima de calorias diárias que devem ser consumidas.

* 23 milhões deles poderão morrer em decorrência da insuficiência dos nutrientes necessário para o organismo como a falta de potássio, ferro, vitamina, cálcio, proteína e muitos outros que são fundamentais.
 
* Milhares de pessoas morrem desnutridas e com HIV- SIDA

*África apresenta um gigante numero de pessoas subnutridas no qual lhe da a condição de pior país do mundo neste aspecto.

 Fonte :ONU

 
Em África a luta para encontrar um prato de comida é imensa e a partilha é grande entre as pessoas da comunidade, do mínimo que tem com outras pessoas que também vivem na miséria e nada têm para se alimentar. Assim, o pouco que se tem transforma-se em quase nada!

  “A escassez de alimentos na África provoca uma grande instabilidade política e desta maneira a fome é ao mesmo tempo a causa e a consequência da pobreza”, afirma James Morris, director-executivo do Programa Mundial de Alimentos da ONU.

 Moçambique é um dos países que apresenta esta realidade dia-a-dia e um dos países que mais sofre com esta dura realidade.
 O número de crianças subnutridas subirá cerca de 18% até o ano de 2020, de acordo com um relatório do Instituto Internacional de Pesquisa em Política de Alimentação.

  Assim, surge este projecto Centro de Reabilitação Nutricional PFUKA U FAMBA promovido pelo G.A.S.Porto em parceria com a Igreja Católica de Macia, localiza-se na Vila de Macia, Província de Gaza, a 145 Km da capital, Maputo- Moçambique.


 O PFUKA U FAMBA presta apoio a crianças em estado de subnutrição moderada, através do fornecimento de leite e outros géneros alimentares. Aposta ainda na capacitação das mães/cuidadores da criança, promovendo a educação para a saúde, pelo acompanhamento diário e formações mensais.
 A população alvo do projecto são crianças subnutridas com idade inferior a 3 anos,com subnutrição moderada (por: morte materna precoce, mães seropositivas impossibilitadas de amamentar por indicação médica, ou produção insuficiente/ausente de leite materno) encaminhadas pelo Centro de Saúde.
 Mensalmente o PFUKA U FAMBA acolhe cerca de 20 crianças.
 No Centro têm a possibilidade de usufruir de três refeições, banho e um espaço de lazer e estímulo das suas capacidades que, devido à subnutrição, ficam bastante limitadas.
 

 Contribua com o seu voto nesta causa,para podemos dar algo mais a estas crianças.
Para votar, por favor, siga este link : http://www.causassuperiores.com/?p=causa&id=2

 
Kanimambo!

 


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Obrigado!

Com a sua ajuda foi possivel dar alimento à vida de muitas crianças!
Muito obrigada pela sua participação nesta campanha, que teve um resultado muito positivo.
Como diria a gente de Moçambique, Kanimambo!


''Por vezes sentimos
que aquilo que fazemos
não é senão uma gota no mar.
Mas o mar seria menor
se lhe faltasse uma gota''

Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Campanha de Natal 2010


“UM POSTAL... UMA REFEIÇÃO”
Deseje Boas Festas aos seus clientes, colaboradores e amigos e ajude ao crescimento de uma criança.

A nossa campanha de Postais de Natal já arrancou!


A campanha "Um Postal... Uma Refeição", realizada pelo segundo ano consecutivo, tem como finalidade angariar fundos para o Centro de Reabilitação Nutricional "Pfuka U Famba" que apoia crianças orfãs e vulneráveis em subnutrição, na Vila da Macia, em Moçambique.

A alimentação é essencial para o desenvolvimento de uma criança. Com um pequeno gesto, comprar ou divulgar a nossa campanha, estará a contribuir para que estas crianças tenham uma refeição e um crescimento saudável.

Este Natal, contribua para a vida destas crianças!

Faça a sua encomenda, com a sua mensagem de Boas Festas personalizada GRÁTIS e com descontos para encomendas de quantidades superiores a 100 postais.

Apresentamos, em baixo, a nossa colecção de Postais de Natal.

Se desejar encomendar postais envie um mail , para mocambique@gasporto.org
 Kanimambo! (Obrigado!)










Votos de Boas Festas!











sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

III Jantar Lions Club da Póvoa - Pfuka u Famba 17 de ABRIL Compareça!!!!

Caros amigos do Pfuka, o jantar deste ano a reverter a favor do Pfuka u Famba será realizado a 17 de Abril na Estalagem St. André  (http://www.estalagemsantoandre.com/) na Aguçadoura, Póvoa de Varzim.

Os preços serão de 25€ por pessoa e 20€ por criança ou estudante. As receitas reverterão para o nosso querido Pfuka u Famba!

Será certamente mais uma noite de grande animação, solidariedade e mundividência, perfeita com a sua presença!



Coordenadas GPS:
N 41º 24' 57.54''
W 8º 47' 09.30''

Contamos consigo, inscrições para o email: mocambique@gasporto.org

Estamos juntos!!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Gerações futuras em risco se não forem tomadas medidas urgentes para travar má nutrição

"Aproximadamente 200 milhões de crianças menores de cinco anos nos países em desenvolvimento sofrem de atraso de crescimento em resultado de subnutrição crónica materna e infantil, segundo um relatório da UNICEF, intitulado ‘Tracking Progress on Child and Maternal Nutrition’ (Avaliação dos Progressos da Nutrição Infantil e Materna).
A subnutrição contribui para mais de 1/3 de todas as mortes de crianças menores de cinco anos. A
subnutrição é muitas vezes invisível até se tornar grave, e as crianças que aparentam ser saudáveis podem correr o risco de danos graves e até mesmo permanentes na sua saúde e desenvolvimento.
“A subnutrição rouba a força da criança e provoca doenças bem mais graves que o corpo, se estivesse bem alimentado, poderia combater,” afirmou Ann M. Veneman, Directora Executiva da UNICEF. “Mais de 1/3 das crianças que morrem de pneumonia, diarreia e outras doenças poderiam ter sobrevivido se não estivessem subnutridas.”
Os mil dias entre a concepção e o 2º aniversário da criança são os mais cruciais para o desenvolvimento infantil. As deficiências nutricionais durante este período crítico podem reduzir na criança a capacidade de combater e sobreviver à doença, e podem comprometer as suas capacidades sociais e mentais.
“As crianças que sobrevivem à subnutrição ficam com a sua saúde física debilitada ao longo da vida, e com as suas capacidades cognitivas afectadas, o que limita a sua capacidade de aprendizagem e subsistência,” afirmou Veneman. “Ficam presas num ciclo intergeracional de doença e pobreza.”
A boa notícia é a de que a redução e até a eliminação da subnutrição são inteiramente exequíveis.  De todas as intervenções com provas dadas, o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de
vida – juntamente com alimentos adequados em termos nutricionais – podem ter um impacto significativo
na sobrevivência infantil, reduzindo potencialmente a mortalidade de menores de cinco anos em 12 a 15% nos países em desenvolvimento.
 “A menos que seja dada atenção à necessidade de enfrentar as causas da subnutrição infantil e materna hoje, os custos serão consideravelmente mais elevados amanhã”, afirmou Veneman."
  UNICEF, Comunicado de Imprensa, NOVA IORQUE, 11 de Novembro de 2009

"O Pfuka U Famba, como centro de reabilitação nutricional, tem a particularidade de apoiar maioritariamente crianças no seu primeiro ano de vida. Esta é uma idade crítica e determinante do desenvolvimento da criança. O apoio nutricional nos  primeiros anos de vida das crianças (0-3anos) revela-se altamente preponderante tendo em conta ser das fases mais importantes e determinantes do desenvolvimento infantil. Assim, um bom suporte nutricional, contribui para: (1) o reforço das defesas da crianças  contra patogéneos causadores de doenças (diarreia, pneumonia, malária,...) reduzindo assim a mortalidade e morbilidade infantil, uma vez que, o bom desenvolvimento da criança diminui o risco de doenças e aumenta a capacidade de resposta caso adoeça; (2) um bom desenvolvimento físico e cognitivo, potenciando-as para uma melhor aprendizagem, e consequentemente diminuindo as possibilidades de ficarem presas num ciclo intergeracional de doença e pobreza.

Somos todos nós, "os amigos" deste centro que estamos a possibilitar isto, e quem sabe a contribuir para a quebra da "armadilha da pobreza" em que algumas destas famílias se encontram! Estamos a contribuir para um futuro melhor para estas crianças, dando-lhes (1) a oportunidade de sobreviver, (2) a oportunidade de viver em melhores condições de saúde e   ainda (3) de virem a desenvolver o potencial que detêm!"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Evitando a Infecção pelo HIV nos Bebés em Moçambique

"Alzira Mendes estava grávida de seis meses do seu terceiro filho quando se deslocou para um centro saúde próximo para a sua primeira consulta pré-natal. Durante a consulta, uma enfermeira conversou com esta viúva de 29 anos sobre o HIV e sobre um novo programa para evitar a transmissão do vírus da mãe para o filho. Embora Alzira Mendes já tivesse ouvido falar do HIV, nunca tinha feito o teste. Nessa altura, a prevalência da infecção pelo HIV na Província de Sofala era de 26,5 por cento—cerca do dobro da taxa nacional de Moçambique, situada em 13,6 por cento—e ainda maior entre as mulheres grávidas na cidade portuária da Beira, onde Alzira Mendes vive. Nesse dia, ela tomou a decisão de se submeter ao teste. A Enfermeira Flora Vaz aconselhou Alzira Mendes sobre a transmissão e a prevenção do HIV, assim como sobre o significado do teste. Com um rápido teste do HIV, os resultados estavam prontos em 12 minutos. A Enfermeira Flora deu a difícil notícia à jovem mãe—ela era seropositiva.
Mulheres jovens aguardando os serviços de PTMPF* num centro de saúde local



 Foto: Ellen Warming/EGPAF

Prevenção da Transmissão da Mãe para o Filho
Embora tivesse ficado chocada, o primeiro pensamento de Alzira Mendes foi para o seu filho—será que ele ou ela estava destinado a ter também o vírus? A enfermeira explicou que um medicamento chamado Nevirapine pode reduzir a hipótese de transmissão se a mãe começar a tomar logo no início do trabalho de parto e se o bebé receber uma dose nas primeiras 72 horas após o parto. Contudo, só é possível ter a certeza se o bebé contraiu ou não a infecção pelo HIV quando for um pouco mais crescido. Alzira Mendes concordou em aderir ao Programa de Prevenção da Transmissão da Mãe
para o Filho (PTMPT), que conta com o apoio da USAID, no centro de saúde. Ela participaou numa reunião de grupo das “Mães Positivas”, onde recebeu informação e aconselhamento sobre uma variedade de tópicos relevantes, incluindo a amamentação infantil e a nutrição, os constrangimentos e o estigma de se viver com o HIV e a importância que tem os parceiros serem testados.
Os participantes no programa também recebem suplementos alimentares através de um esforço baseado na comunidade em conjunto com o Programa Mundial da Alimentação. A enfermeira encaminhou ainda Alzira Mendes ao Hospital Dia no Hospital Central da Beira, o qual faz tratamentos e cuida de pessoas seropositivas. Alzira Mendes começou o trabalho de parto logo cedo numa manhã de Maio de 2003. Dirigiu-se imediatamente à maternidade do centro de saúde, onde tomou Nevirapine. Algumas horas mais tarde deu à luz um bebé do sexo masculino a quem chamou Apolinário, que também recebeu xarope Nevirapine para bebés. Alzira Mendes continuou a frequentar um grupo de apoio no centro.
Em colaboração com o Ministério da Saúde, a USAID desempenhou um papel chave no desenvolvimento do programa nacional de Moçambique com vista à prevenção da transmissão do HIV da mãe para o filho, o qual teve início em 2002. A USAID/Moçambique apoia os programas de PTMPF como aquele em que Alzira Mendes participa, o qual é implementado pelo Ministério da Saúde, em colaboração com a Health Alliance International, em seis das dez províncias de Moçambique, para além da Cidade de Maputo. O número de locais em que os serviços de PTMPF financiados pela USAID são oferecidos aumentou rapidamente em 2004, tendo passado de 13 para 44. Os 31 novos locais que estão a ser acrescentados representam metade da meta do Ministério da Saúde para este ano e abarcarão um número adicional de 64.000 mulheres grávidas e 4.200 mulheres seropositivas com bebés recém-nascidos.
Para Alzira Mendes e o seu bebé, o programa apoiado pela USAID chegou mesmo a tempo e parece ter feito uma enorme diferença nas suas vidas. Em finais de 2003, quando Apolinário completou cinco meses de vida, o Hospital Dia da Beira analisou o seu sangue pela primeira vez numa tentativa de determinar a sua situação em termos do HIV. O resultado deste teste preliminar foi negativo, o que era uma boa notícia porque indicava que provavelmente não tinha sido infectado pelo vírus do HIV. Alzira Mendes chorou de alegria e de alívio quando soube da boa notícia. Embora o sangue de Apolinário ainda tenha que ser submetido a novos testes para verificar o seu estado em termos do HIV quando tiver 18 meses, todos os sinais indicam que a criança continuará livre do vírus do HIV." (USAID Moçambique, Maio 2009)

Esta história podia ser a de uma das mamãs cujos filhos recebem o leite de fórmula do Pfuka U Famba, reduzindo para perto de 0 o risco de contagiu do bebé pelo HIV. Este risco de transmissão mãe-filho através do leite aumenta dramaticamente após os 6º mês de vida da criança, pelo que apartir desta idade nos países em desenvolvimento é desaconselhado o aleitamento materno. Estamos além de evitar uma morte por subnutrição, estamos a fornecer alimento nas fases mais críticas do desenvolvimento infantil reduzindo as consequências de um mau desenvolvimento estaturo-cognitivo, e estamos ainda a prevenir a transmissão do HIV da mãe para o filho e a "salvá-lo(a)" de toda a "armadilha" da pobreza e estigma associados a esta pandemia que se alastra sem um travão por estes países em desenvolvimento. 

"O VIH/SIDA afecta directamente a criança praticamente todos os aspectos do desenvolvimento infantil. As COV’s estão no mais alto risco de perder a sua formação escolar, o acesso à saúde, de viver em casas com menos segurança alimentar (desnutrição), de apresentarem fraco desenvolvimento físico, ansiedade/depressão e maior exposição ao VIH. Além disso a epidemia reforça a marginalização e a destruição, e coloca os encargos da perda, medo e responsabilidades que geralmente são dos adultos sobre as crianças. Os efeitos do VIH/SIDA na vida das crianças atinge círculos extensos. Combinando os vários efeitos, estes podem limitar as oportunidades de uma criança, no curto e a longo prazo." (Tese de Mestrado Integrado - Impacto do HIV/Sida nos países em Desenvolvimento)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Número de Amigos do Pfuka em crescendo!!!


Evolução do número das visitas semanais ao longo do ano...

Obrigado a todos, juntos somos mais fortes para continuar a combater a subnutrição em Moçambique!